Nutrição clínica: Aspectos Nutricionais no Envelhecimento

Atualizado: há um dia



Nesse artigo daremos algumas dicas importantes de hábitos saudáveis na alimentação para um aumento da expectativa de vida e até mesmo retardar os efeitos indesejados do Alzheimer, muito comum na terceira idade, confira!


O envelhecimento populacional, ainda mais acelerado em países emergentes, tem despertado cada vez mais o interesse nas questões de mudança de hábitos alimentares para um aumento na qualidade de vida dos idosos.


De acordo com o Ministério da Saúde, em 2016 o Brasil tinha a quinta maior população idosa do mundo e até 2030 esse número tende a crescer ainda mais.


ALZHEIMER NA TERCEIRA IDADE


Fica perceptível que quando aumentada a expectativa de vida, aumentam-se também os casos de doenças crônicas na terceira idade, como o mal de Alzheimer, que é uma doença degenerativa que acomete o cérebro.


Cuidados nutricionais devem ser tomados, usando como estratégia para retardar o avanço das complicações dessa temida doença, passa a ser recomendado a prática de exercícios físicos, uso de medicamentos regularmente, e seguir uma alimentação balanceada.


Segundo a Nutricionista Geriátrica Carolina Behle Chaves o consumo de certos tipos de alimentos, podem contribuir para retardar o avanço do Alzheimer, como por exemplo, o peixe, café, frutas roxas e vermelhas, azeite de oliva.


Vários outros alimentos podem ser conciliados durante o atendimento nutricional, isso vai depender do gosto e as peculiaridades de cada paciente.


No processo de envelhecimento, há uma queda natural das funções fisiológicas que podem acabar comprometendo a eficiência da absorção e no metabolismo dos mais diversos nutrientes.


Além disso, algumas alterações podem ocorrer, interferindo na aceitação e ingestão dos alimentos e consequentemente no estado nutricional dos idosos. A perda de massa muscular (sarcopenia), tem prevalência de 10 a 25% em idosos com até 70 anos e mais de 40 % em indivíduos acima de 80 anos.


Essa perda causa diminuição da força e aumenta o risco de quedas. Ainda, pode levar a disfagia sarcopênica – dificuldade em alimentar-se devido à perda de força nos músculos envolvidos na respiração e deglutição.


Problemas bucais interferirem diretamente na alimentação do paciente idoso, exemplos: perda de dentes, problemas na gengiva, boca seca, problemas de mastigação e/ou deglutição e até mesmo a perde de paladar.


Cuidados na saúde devem ser observados quanto as alterações de olfato; alterações digestivas que ocorrem por diminuição da saliva, deixando todo o processo digestivo mais lento; polimedicação; pele mais seca e menos elástica, aumentando risco de mancha e lesões.

Segue alguns dos principais nutrientes que os idosos não devem esquecer de consumir na hora das refeições:


RICOS EM VITAMINA B6: importante para a função cognitiva, auxilia na memória e na saúde do sistema nervoso.

✓ Carne vermelha, aves e peixes, fígado, grãos integrais, ovos, amendoim, leguminosas (lentilha, feijão, grão de bico, ervilha), frutas como banana e abacate.


❖ RICOS EM VITAMINA B12: atua no metabolismo do trato gastrointestinal e é necessária para a formação das hemácias, que transportam oxigênio para o corpo inteiro.

✓ Fígado, leite e derivados, ovos, carne vermelha, peixes e aves.

RICOS EM VITAMINA C: manutenção da saúde da pele, ajudando na cicatrização de cortes e feridas.

✓ Frutas (acerola, laranja, kiwi, morango, goiaba, caju, manga, mamão, melão), legumes e verduras (brócolis, alface, quiabo, cenoura, repolho).


RICOS EM VITAMINA D: hormônio produzido pelo organismo quando exposto a raios solares, que deve ser realizada sem proteção solar de 15 a 20 minutos por dia. Responsável pela absorção de cálcio e fósforo.

✓ carnes, peixes, frutos do mar (sardinha/salmão), ovos, leite e derivados, fígado, queijo, cogumelos secos.


RICOS EM ZINCO: auxilia na manutenção do apetite, sua deficiência tem como consequência a pouca aceitação alimentar.

✓ chocolate amargo, semente de linhaça, ostras, camarão, gema de ovo, leite integral, amendoim, castanha de caju, semente de melancia, feijão.


É preciso manter sempre em equilíbrio entre o que é prazeroso e saudável ao mesmo tempo, afinal, sabemos que o ato de comer é um dos grandes prazeres da vida que são aproveitados na terceira idade, por esse motivo não podemos abrir mão disso.

Nutricionista

Carolina Behle Chaves

Nutrição Geriátrica

CRN-2 6422

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